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MODELISMO - INTRODUÇÃO
Edmar Mammini -
18 de Maio de 2003
 
 

O modelismo está longe de ser um passatempo insensato, é exatamente o contrário. É uma atividade prática, educadora e que leva o praticante ao prestígio e a dignidade de uma ciência especializada. Seu objetivo é ilimitado e suas ramificações são incontáveis.
 
 

O modelo de uma locomotiva a vapor é a reprodução em miniatura da verdadeira em cada detalhe . Observe a distribuição Walschert, os demais comandos como os controles, o “manifold” e etc. Observe um barco a vapor, seja ele de guerra ou um simples pesqueiro e funcionando com um motor a vapor feito pelo próprio modelista. Modelos que alcançam a velocidade em escala e com um motor que o girabrequim foi feito com uma única peça de aço torneado e retificado. Horas de trabalho !
 
 

Deveríamos achar um novo nome para isso. A expressão modelismo é pouco para isso tudo. O mais exato seria chamarmos engenharia de modelos ou então de engenharia das miniaturas.
 
 

A construção de um modelo de locomotiva envolve um monte de conhecimentos, a pessoa que se propõe a faze-lo deve ser capaz de entender engenharia mecânica, conseguir entender os desenhos mais complicados que existem e além disso reproduzi-los em escala diminuída. Além disso deve ser um exímio torneiro mecânico e ajustador. Por esta razão nem todos os modelistas podem construir uma locomotiva ou assemelhado.
 
 

Nesta última frase está resumido o valor real do modelismo, que é presente em si mesmo e que seu valor educativo se mostre manifesto.
 
 

As pessoas que praticam o modelismo e que fazem barcos, aviões, locomotivas tratores, etc. acaba por estender seus conhecimentos e experiências muito além daquilo que ele mesmo acredita. A experiência fez dele um artífice melhor quase um artista.
 
 

Em muitos casos a operação do modelo e os princípios que regem seus movimentos foram estudados a fundo pelo modelista. Por exemplo: A pessoa resolve fazer uma máquina a vapor do tipo naval, de onde ele vai começar? Lógico! Estudando ela toda, e seu funcionamento, até que ele domine cada componente ou item de funcionamento da mesma. A partir daí a pessoa fará o desenho definitivo, fará os moldes de fundição, a fundição em si e a partir dai começará a tornear as peças.
 
 

Precisão e acuidade visual é essencial para se tornear com precisão, e a habilidade no uso do torno é a essência do trabalho.
 

Finalmente a máquina ficou pronta. O modelista se sente realizado. Ele está totalmente satisfeito com seu próprio trabalho; põe a máquina a funcionar em cima da bancada da oficina e fica a pensar “ o que eu consegui com isso? “ A resposta é a seguinte- ele conseguiu se realizar dentro daquele pensamento de alma modelística que apenas alguns conseguem chegar. A pessoa passou a se realizar através do modelismo, ela a partir de então vai conseguir pensar em termos modelísticos ( tridimensão) e não de modo simplista e em duas dimensões.
 
 

Depois que uma pessoa se dispõe a aplicar horas a fio, dias e até anos na construção de modelos de certos tipos, a peça que ele fez passa a não ter preço, o valor da obra passa a ser secundário. A razão disso foi que ele fez aquilo por gosto próprio e não por dinheiro. É difícil explicar ao não modelista como o modelista olha a sua obra, como ele gosta dela. Ele não se cansa de ficar olhando a própria peça, é o que se resolveu chamar de período de contemplação.
 
 

Essa emoção não deve ser confundida com imaturidade, típica na juventude, mas sim como a emoção que alguém sente por alguma coisa que se ama realmente.

O modelismo em todo o mundo carrega consigo uma relação próxima e desairosa com os brinquedos para crianças, o que é um grande erro, somente na Inglaterra essa diferença é notada.
 
 

Não existe comparação mais humilhante para um modelista do que ser comparado a um imaturo, a um criação que fica a brincar com seus modelinhos. A pessoa que avalia um modelista dessa forma é que é na realidade um imaturo. Essa pessoa sequer tem condições de separar alhos com bugalhos. Em geral são pessoas de baixo nível cultural e desprovida de avaliação; que confunde uma obra de arte com uma peça de produção industrial .
 
 

Espero que essa página do site sirva de estímulo a todos aqueles que gostam de modelismo e que as pessoas menos afeitas a essa ciência passe a dar mais credo e consideração aos aficionados.
 

 
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